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O programa Notas Contemporâneas registra depoimentos de significativos nomes do cenário musical brasileiro, erudito e popular, cuidando da manutenção da prática de história oral do MIS, um dos pilares de criação do museu. Durante a programação #MISemCASA, uma série de edições inéditas a partir desse material vem sendo apresentada, com organização e curadoria da historiadora Rosana Caramaschi, responsável pela entrevista, pesquisa e roteiros desde a primeira edição do programa em 2011.

Alaíde Costa (Rio de Janeiro, 1935) é cantora e compositora brasileira. Iniciou sua carreira profissional em 1955, como crooner do dancing Avenida, no Rio de Janeiro. Já  em 1957, gravou um 78 rpm contendo "Tarde demais" (Hélio Costa e Lenita Andrade) e, nesse ano, lançou mais um 78 rpm com as canções Conselhos (Hamilton Costa e Richard Franco) e Domingo de amor (Fernando César).  Em 1958, foi descoberta por João Gilberto e entrou em contato com os compositores da Bossa Nova. No ano de 1959, ao lado de nomes como Sylvia Telles, Ronaldo Bôscoli, Carlos Lyra e Roberto Menescal, participou do 1º Festival de Samba Session, no Rio de Janeiro. O livro Chega de saudade: a história e as histórias da Bossa Nova diz sobre este Festival:  “...o grande sucesso da noite foi Alaíde Costa. Ela empolgou a multidão com Chora tua tristeza, de Oscar Castro-Neves e Luvercy Fiorini, que, meses depois, se tornaria a primeira canção 'da Bossa Nova' a estourar fora dos limites do movimento”. Seu primeiro LP, Gosto de você, de 1959, continha as faixas Pela rua (Ribamar e Dolores Duran), Minha saudade (João Donato e João Gilberto), Lobo bobo (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli), Erros de gramática (Marino Pinto e Carlos Lyra) e Estrada branca (Tom Jobim e Vinicius de Moraes). Nos anos seguintes, lançou os LPs Alaíde canta suavemente (1960),  Alaíde, jóia moderna (1961), Afinal (1963), Alaíde Costa (1965), entre outros. Seus últimos trabalhos foram Porcelana (2016), Anos de Bossa Nova (2018) e O anel – Alaíde Costa canta José Miguel Wisnik (2020). Alaíde atuou também como atriz, recebendo em 2020 o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Gramado pelo  filme Todos os mortos, com direção de Caetano Gotardo e Marco Dutra. Nos anos 1960, participou do espetáculo teatral Os monstros, de Denoy de Oliveira com direção de Ruth Escobar, ao lado do ator Raul Cortez.

Alaíde teve e tem grande importância na cena musical brasileira. Em abril de 2019, ela esteve no MIS e pôde relembrar e detalhar toda a sua trajetória no projeto Notas Contemporâneas.

Assista ao vídeo no canal do MIS no YouTube.

SOBRE O #MISEMCASA
A campanha #MISemCASA traz conteúdos em diferentes formatos em todas as plataformas digitais do MIS. A ação acontece em conjunto com o #Culturaemcasa, desenvolvido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa, por conta da orientação do Centro de Contingência do Covid-19 – que determinou que os equipamentos culturais do Governo do Estado de São Paulo tenham seu funcionamento suspenso temporariamente. Conheça a ação #culturaemcasa: cultura.sp.gov.br/culturaemcasa/.

O MIS agradece aos patrocinadores e apoiadores da programação, que também apoiam a iniciativa digital #MISemCASA: Youse (patrocínio máster), Kapitalo Investimentos (patrocínio), Cielo (patrocínio), TozziniFreire Advogados (apoio institucional) e Bain & Company (apoio institucional).

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